sábado, 10 de setembro de 2011

eee, ôô. Vida Gado. Povo marcado ê, Povo Feliz


Abro o jornal e me deparo com sujeiras políticas varridas para baixo tapete, este tapete que podemos nomear de imprensa, interesse partidários e tantos outros sujeitos que nessa oração fariam parte. Colunistas criticaram o fracasso dos protestos anti-corrupção, mas não lembro de ter-los visto na referente mobilização de 15 ilustres pessoas. Outros que não tiveram escrúpulos em difamar os internautas ativistas que ficam atrás dos perfis de redes sociais que não compareceram também. Toda Burguesia presente no maravilhoso, esplêndido evento da escolha da mais nobre pisadora de uva da festa da uva de cacia, nem sequer levantaram a bunda dos sofás, nem ao menos para passar de carro importado e debochar dos caras pintadas. Nem isso.

O que vejo, é um bando de hipócritas que usam de artifícios para mascarar insensatez, displicência para com os outros.
Posso estar sendo repetitivo, chato, mas essas questões me perturbam todo dia, todo dia que tenho que trabalhar para pagar impostos, enquanto os políticos decidem aumentar seus megasalários para 62%. Me revolto todo dia que, que assisto jornais e vejo aposentados morrendo nas filas de espera dos hospitais, porque médicos que juraram junto a hipócrates em dar a vida para salvar pessoas, sobre qualquer circunstância, param de trabalhar porque são obrigados a cobrar salários dignos.

E o paradoxo, é que eu nem sei quem é o maior culpado;
Sou eu? Que não tenho o que fazer, e fico aqui igual a um idiota, criticando a todos.

É o governo? Que faz o que quer, desviando dinheiro público, deixando buracos na educação e saúde;

Todos nós? Que ficamos estagnados na nossa adorável e prazerosa zona de conforto, e agimos como um rebanho de gados que pastam todo dia.

é a mídia? Que nos veicula apenas o que nos mantém burros, e usam de entretenimento para enterrar de vez nossa capacidade de questionar;

ESPERO QUE NO PRÓXIMO PROTESTO TODOS SAIAM DE SEUS CASULOS E VENHAM PARA AS RUAS!

CONVOCAÇÃO: No dia 23, audiência pública no cristovão de mendonza, as 18:00. Sobre a possível instalação da extensão da UFRGS em caxias.

A todos que deixam de estudar por não ter condições de pagar o absurdo que nos é cobrado, a todos que conseguem estudar, mas tem que depositar 80% do salário na conta da UCS, FSG e afins.

OBS: Tem que mudar a forma de ingresso, aumentar as cotas para estudantes de escola pública, para não acontecer como em porto alegre, que playboy filhinhos de papai entram por ter um ensino melhor e poder pagar cursinhos.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

De Auschwitz ao Rio de Janeiro













Ontem, por volta das 23h00min, quando cheguei da Faculdade, resolvi ligar a televisão e, eis que, de repente, a reportagem sobre economia, na Globo News, foi interrompida, para que uma repórter falasse, ao vivo, direto das favelas do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
A intervenção versava sobre um confronto entre Policiais Militares e bandidos que, novamente, assombrava a cidade maravilhosa. Li na internet, que o exército novamente adentrou as favelas com a missão de restabelecer a paz e fazer cessar os confrontos.
Me parece um paradoxo, ou seja, vejo que tudo isso é um tanto contraditório. Alguém aí já parou para se perguntar, de que maneira os milicianos vão acabar com os referidos confrontos? É óbvio, matando os bandidos! Mas e os que não morrerem? Serão, pois, entulhados em presídios superlotados para “apodrecerem” (no sentido literal da palavra) atrás das grades.
E, então, depois de tantas mortes, ressurge aquela velha pergunta: isso – esses assassinatos em massa – resolverá? A violência será banida do Complexo do Alemão? A resposta, também, é velha e notória: lógico que não!
Mas, se já é sabido que promover morticínios não resolve o problema da violência, por que continuamos a aplaudir essas condutas? Alguém aí já parou para se perguntar, por que razão o Rio de Janeiro está sendo – pasmem – “pacificado”? Será, realmente, que as autoridades públicas estão preocupadas com a população carente que carece, não só, mas, também, de segurança? Não sei não, mas me parece que, por trás de tamanha preocupação com os moradores daquele complexo de favelas, está o interesse de grandes empresários envolvidos na organização da Copa do Mundo de 2014. Por isso, tantas mortes. Nenhum dos interessados no morticínio está, realmente, preocupado com o fim da violência. O que eles querem, então? Outra vez, a resposta é óbvia: eles querem passar um “blush e uma base” na pele mal cuidada da cidade maravilhosa, para que os turistas – no período em que compreende Copa do Mundo e Olimpíadas – venham, gastem e enriqueçam ainda mais estes pérfidos empresários.
Em certa ocasião, o poeta escreveu o seguinte: “Posso Parecer Psicopata, Pivô Pra Perseguição, Prevejo Populares Portando Pistolas, Pronunciando Palavrões, Promotores Públicos Pedindo Prisões”.
Qual a moral dessa estória? Nenhuma! O senso comum, imbecilizado, há de aplaudir a hecatombe e, não fosse isso o bastante, há de acreditar que realmente essa funesta repressão neoliberal trará resultados consideráveis.
Todavia, eu vos convido a filosofar, deixar, por alguns instantes, de se preocupar com o desfecho da novela, e voltar os olhos para o absurdo que estamos cultuando. Hoje, claro que com uma roupagem holllyoodiana, muito menos agressiva aos olhos da sociedade, eu comparo o Rio de Janeiro aos campos de concentração de Auschwitz, com uma rélis diferença: aqui, os mortos não são Judeus, mas, sim, os filhos do sistema.
Provavelmente, minhas palavras serão terrivelmente mal interpretadas, e os hipócritas por aí dirão que sou louco. Mas, repito uma frase que escrevi no Jornal O Trilho: “o que são os loucos, senão a total ausência do senso comum?”
Há mais de dois mil anos essa moral servil nos diz que temos de ser como cordeiros em um rebanho, que tem suas ações determinadas por um pastor. Mas, para que servem cordeiros, senão para serem devorados pelos lobos?
Já é hora de começarmos a perceber o mundo onde vivemos e nos posicionarmos sobre os acontecimentos deste.
Eu não aplaudo um Rio de Janeiro versão Auschwitz, e você?
Em silêncio, no meu quarto, fico me perguntando: quantos corpos ainda serão enterrados, para que o Luan Santana, a Ivete Sangalo ou qualquer outro que vende música pasteurizada, possa cantar na abertura da Copa do Mundo de 2014?
Alguém, um dia, cantou assim: “tudo é válido, onde quem faz filme pornográfico, vira rainha e tira o material do mercado...”




Por Alex Caldas (@Alex_Caldass)



terça-feira, 6 de setembro de 2011

Corpo e alma.


Despertei de um sonho psicodélico e escaldante, assistia meu corpo de longe tomando ações que não eram de minha sã consciência. Tentei chegar perto e adentrar minha alma no corpo substancial, mas apenas atravessei como um fantasma. O que tinha acontecido? A última recordação que havia em minha memória de curto prazo, era de estar tonto no escurecer da noite na praça central e sentir perder as forças e desabar. Não sei o que ocorreu, alguma substância química, ou um projetil que havia estampado em minha nuca.

Não importava, agora eu via meu corpo andar involuntário, estava congelado com a cena.

Aquelas cenas de filme hollywoodianas que você se sente no filme, passando pela pele da vítima, assim eu beirava a loucura; E como nos filmes eu não tinha controle, era tudo planejado.

Corri enlouquecidamente para descobrir o paradeiro onde me encontrava, eu(alma), e eu (corpo).
Já tinha visitado aquele local em sonhos, mas estava escuro demais, minha visão tentou se adaptar, mas sentia a tontura afetar tudo. Inspeciono as paredes, e percebo que estou num Hospital. E meu incontrolável corpo está procurando algum instrumento desesperadamente.
Mas o que diabos estou fazendo num Hospital de madrugada?
Resolvi sair daquele local, estava estranho demais.

Dirigindo a até a saída encontro a porta no chão. Fiquei louco de vez.
Invadindo um Hospital Tenebroso e assustador a procura de quê?
Dei uma última olhada para trás, e me assisti derrubando todos os armários alucinadamente, gritando - ''onde está a minha alma... onde está a minha alma?''
Imóvel, olhando para aquele cena, meu corpo tremia como num ataque de convulsão.
O medo se tomou conta da minha racionalidade, e calma.

Resolvi sacudir meu corpo, como se tentasse acordar-lo do surto.
Mas ele nem sequer notou minha presença.
Eu gritava como um louco, já estava no hospital psiquiátrico, só faltava a loucura invadir minha sã consciência.

De repente, três enfermeiros correm em minha direção e eu paralisado, e meu corpo entrega minha posição, - '' Ali em baixo das cadeiras, é ele!!!''
E eu acordo novamente, suando frio.
Precisava ter certeza de que não era outro sonho, e que meu corpo estava unido a minha alma.
Olho para espelho, e não enxergo nada.


''Um conto que serve como crítica as clínicas que ainda agem com o pensamento de hospitais psiquiátricos, humanização já a todo atendimento as doenças psicológicas.''

Pippo Pezzini - @pippopezzini

domingo, 4 de setembro de 2011

Semana do Hip Hop e escolha da Rainha da Festa da Uva











Bem-vindos à Caxias do Sul, a capital da ganância, onde a sua camisa pólo da Lacoste vale mais que o seu caráter e, o lucro do seu patrão, é mais importante que o bem-estar da sua família.
Ocorreram, nesse sábado, dois acontecimentos em Caxias do Sul. Um deles era o encerramento da Semana Municipal do Hip Hop e, o outro, era a Escolha da Rainha da Festa da Uva.
No primeiro, estavam presentes jovens e adultos, pessoas, em sua maior parte, que habitam as periferias da nossa cidade. No segundo, estavam presentes os representantes da elite caxiense, além de diversas personalidades públicas que se dirigiram até lá para prestigiar um dos eventos mais importantes de cultura na Serra Gaúcha.
Eis, pois, a minha crítica: eu não vi nenhum representante do poder público no encerramento da Semana Municipal do Hip Hop, além da Vereadora (prefiro não citar o nome) que apoiou o projeto. Onde estava o nosso Prefeito, José Ivo Sartori? Provavelmente, na escolha da Rainha da festa da Uva.
Na celebração do Hip Hop, como atração principal, estava o Poeta, Rapper e Escritor GOG. Este homem já recusou cinco convites para aparecer na Rede Globo! Por que será? Também como atração principal, estava o grupo Inquérito, do qual o Rapper Renan faz parte. Esse tal Renan, além de Rapper, é Poeta e Professor de Geografia. Esse Renan alfabetiza, gratuitamente, crianças que trabalham em plantações de cana-de-açúcar e, também, em habitamentos de sem-terras. Então, eu me pergunto: onde estavam as personalidades públicas para prestigiar esses cidadãos que lutam pela nossa pátria amada, sustentada e adorada no Hino Nacional? Provavelmente, as personalidades públicas estavam, tão somente, com os olhos voltados para “o jogo de interesses” que envolve a Escolha da Rainha da festa alhures mencionada.
Já vi, há algum tempo atrás, alguém dizendo que Caxias era a capital da cultura. Pois bem, reflitamos sobre o tema. De qual cultura nossa cidade é a capital? Da cultura da avareza? Da mais-valia? Da exploração? Dirão por aí que não! Dirão por aí que Caxias tem a Semana Municipal do Hip Hop e outras tantas manifestações de cultura, além, é claro, da Festa da Uva, aquela que representa a cultura italiana, a mais forte em nossa região.
Sim, claro, a cultura italiana! A cultura dos cabelos lisos, loiros e dos olhos claros. Mas, seria só isso? Alguém mais aí lembra daquela máxima que norteia muitos descendentes de imigrantes: “negri tutte ladre”?
Infelizmente, aqui, aquele que tem SILVA no sobrenome, ou a pela mais escura e mora distante do centro, muitas vezes é taxado como bandido. Ser negro é sinônimo de ser criminoso, para uma grande maioria nesta cidade. Mas, por óbvio, haverá de aparecer algum hipócrita e me dizer que isso é uma falácia. É lógico que é. Nem todos os negros e moradores de periferias são ladrões. É claro que não!!! Aqueles que não são criminosos (uma maioria absoluta) estão condenados a trabalhar quase que de maneira escrava dentro de um submundo metalúrgico. Ou, vocês, que tem oportunidade de freqüentar uma universidade, estão acostumados a ver essas pessoas que pertencem a esse grupo social lá dentro? Me contem, quantos negros vocês conhecem que estudam ou são professores no Ensino Superior? A resposta é triste: pouquíssimos.
Mas qual o problema com isso? O problema, repito, é que nenhuma personalidade pública foi prestigiar o encerramento da Semana Municipal do Hip Hop. O problema é que os olhos não estão voltados para as periferias. O problema é que, em Caxias, só é realmente valorizado como cultura o evento que tem participação da aristocracia caxiense.
Para as personalidades públicas, não é conveniente ter uma população educada, pois, se assim o fosse, ficaria mais difícil ludibriar o povo e comprá-lo com cestas básicas. Percebo, com tristeza, que as personalidades públicas somente passam a se interessar com aqueles que vivem em condições subumanas, quando estes se revoltam e começar a atentar contra a segurança daqueles que moram no centro, contra aqueles que freqüentam os bailes no Juvenil. Mas o que fazer com aquele “bandido” que assaltou o filho do empresário “fulano de tal”? A resposta é simples: devemos prendê-lo! Já dizia um trecho de uma música do Grupo Inquérito, que se apresentou no encerramento: “os talentos não são revelados, são presos”.
O assunto trazido à baila permite-nos discorrer mais de mil páginas, mas, ei de me deter no assunto principal, ou seja, nenhuma autoridade pública esteve presente no encerramento da Semana Municipal do Hip Hop. O que isso significa? Significa que, na “na cidade da avareza”, para muitos, ainda reina a máxima “negri tutte ladre” e, enquanto isso perdurar, não há falar em reais melhorias para a população carente e, tampouco, em valorização da mesma.
Chega a ser um pouco utópico imaginar, mas eu gostaria de ver o Prefeito da cidade, um representante do Legislativo, do Ministério Público e outro do Judiciário prestigiando os grafiteiros que dão vida aos muros mortos do cemitério de Caxias do Sul, logo ali na “vila”.
Enquanto isso não acontece, prossigamos nossos debates inúteis sobre segurança pública e superlotação dos presídios. Mas eu deixo um aviso: do jeito que estão as coisas, o número de habitantes da PICS e do Apanhador só tende a aumentar e, a violência, também. Movimentos que visem a mostrar um novo caminho para os jovens carentes devem ser realmente prestigiados, sob pena de não termos mais grades suficientes para trancarmos tantos monstros gerados pelo sistema.




Por Alex Caldas (@Alex_Caldass)



sábado, 3 de setembro de 2011

Quem é Deus?















“Nos perderemos entre monstros, da nossa própria criação; ficaremos acordados, imaginando alguma solução...”

As vezes, eu acho que a ignorância é uma virtude; seria, pois, muito mais fácil, se eu pudesse simplesmente orar para um deus qualquer resolver meus problemas. Mas não posso. Já não estou mais preso aos grilhões da ignorância.

É assombrosa a sensação de baixeza que atinge o homem, quando ele percebe sua semelhança com resto, ou, melhor, quando se dá por conta de que também é resto, e, que, aquele Deus que tanto amava e temia, era apenas um eficaz subterfúgio para as suas angústias.

O Deus do amor e da piedade, onipotente e onipresente, é o Deus que deixou acontecer, em seu nome, alguns dos maiores morticínios da história; o Deus das cruzadas! O Deus da Igreja Católica! O Deus do Pastor Edir Macedo!

É triste chegar à conclusão que Deus é uma máquina de manipulação das massas. É triste olhar para o céu e não mais se imaginar morando lá daqui a algum tempo. Quase impossível, para o gênero humano, pensar que depois da morte não existe nada.

Hoje não tenho uma conclusão, uma certeza, mas, sim, um aforismo vago, resultado de uma cansativa reflexão: Deus é a prova da arrogância do homem.

Alguém, não sei quem, há muito tempo, talvez, não tenha conseguido se conformar com a brevidade da vida e acabou por inventar uma mentira que lhe sossegasse o espírito. Depois, alguém, muito inteligente, percebeu que poderia estabelecer uma religião e controlar os homens através de regras morais. Assim, foi introduzido e difundido o pecado, o céu e o inferno.

Pensando dessa maneira, é impossível crer que alguém que de realmente exista, deixe seu filho ser massacrado em vão, pelo seu próprio nome, como aconteceu e acontece ainda hoje.

Bem e mal são conceitos estipulados no transcorrer dos séculos, de acordo com a classe dominante e com a que almejava dominar. A humildade, nem sempre foi a virtude suprema, aliás, humilde, na origem da palavra, é aquele que está na terra, que é pisado. Mas convém à classe dominante, fazer uma lavagem cerebral e colocar na cabeça da maioria das pessoas que elas têm de ser humildes, e, que, essa vida é tão somente de sofrimento, porquanto assim, o número de desgostosos reduz bruscamente e os que estão no poder podem continuar a explorar aqueles que estão na ignorância.

Mas enquanto os ignorantes forem a maioria, quem haverá de sofrer serão os inconformados, pois, como reza a lenda: em uma terra, onde todos são corcundas, aquele que tem postura reta, parece um monstro.












Por Alex Caldas (@Alex_Caldass)





terça-feira, 30 de agosto de 2011

Meus heróis morreram de overdose...


Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

MESTRE CAZUZA...

Como diria o imortal poeta Cazuza, '' te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro...''

Nesse país vivemos sobre a pressão das esferas de poder que nos comprimem numa densa camada de ignorância, ''e não nossa culpa, nascemos já com um benção''. As rádio tocam bostart, sertanojo infantil, e com isso lucram milhões, a tv fatura mantendo-nos sentados com a bunda no sofá perdendo neurônios e rindo como se fosse animais imbecilizados. Mas não dá nada, a copa está chegando, as olimpíadas também. O rio de janeiro perderá a fama de chão de guerra civil, que apenas cria ficções como tropa de elite para nos iludir e acharmos que tudo isso realmente está acontecendo. Fiquem calmos, torçam para que o Neymar ganhe a copa e mostre para o mundo todo o quanto somos bons, na minha opinião mostrará apenas o quanto somos alienados com o futebol.

'' Nas favelas, no Senado,
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da Nação''

Excelentíssimos Deputados, respeitem ao menos aqueles que não tem o que comer, aqueles que morrem em filas de hospitais, pensem em todos que matam um leão por dia para comprar pão e leite para suas famílias que moram em total vulnerabilidade social, aguardando ansiosamente para alguma bolsa nova ser criada. Enquanto eles dependem da bolsa família, senhores deputados, suas vadias estão torrando a grana pública nas bolsas Victor Hugo.

Protesto aqui, não para aumentar meu salário, graças a Deus,tenho oportunidades de emprego de sobra. Protesto para deixar para minha filha um país digno, justo, sem impostos exorbitantes, inflação sem nexo e seguro. Utopia? Se ninguém fizer nada, concordo que será utopia.

Vivemos falando mal dos EUA, mas eles são mil vezes mais politizados que nós. Um cidadão americano tem condições seguras de seguir nos estudos, com qualidade, com conhecimento. Qualquer diploma fora do Brasil tenho certeza que vale mais. Porque lá fora, os estudantes exigem do governo respeito com a educação, cobram quando há negligência.

''Se você quer me seguir não é seguro...''

Esse ano podemos notar que houve um aumento de passeatas e reivindicações. Mas não podemos desistir, e temos que aumentar o número dos participantes.

Junte-se aos Poetas Sociais nessa causa. Não somos de nenhum partido político, e não temos intenções de nos candidatar a política. Apenas um movimento Social.

ACOMPANHE A COLUNA 3X4 DO PIONEIRO, E LEIA NOSSA MATÉRIA EM BREVE.



PIPPO PEZZINI


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Bella Caxias

Sabedoria.

Como é fácil escrever sobre um assunto que dá o que falar. Mesmo já tendo abordado este assunto, vou levantá-lo quantas vezes eu achar necessário. Não sou nenhuma autoridade ou coisa parecida, portanto isso não deve ser levado como uma matéria jornalística com estatísticas e afins. Não, aqui não falarei sobre discursos moralistas ou críticas sobre comportamento. Isso tudo vem tudo do mesmo inferno.

Através da incompreensível mídia recebi a notícia de um caso de racismo grave. Seria comum infelizmente se estivéssemos na Europa ou EUA, mas estamos no país das misturas raciais não é? Os lares caxienses em sua maioria ditam valores completamente desumanos às suas futuras gerações.

Dinheiro. Nossa. É um absurdo você não dar seu sangue por ele aqui. Ele vale mais que seu corpo e alma. Homofobia, preconceitos raciais e afins são regras ensinadas às crianças pelas influentes figuras paternas.

Aqui realmente há poucos casos de acusação de corrupção. No entanto acho curiosas as mortes que acontecem. Pobres, negros e mulatos. Claro diria um pseudoitaliano, “estes são os ápices da criminalidade”. Mas por quê? Sim, aqui a classe e a cor da pele determina o caráter de alguém.

É no mínimo interessante a reação das pessoas em sua maioria perante àquelas que não se enquadram nos seguintes requerimentos:

*descendência italiana;
*ideologia neofascista;
*branco;
*homofóbico;
*avarento;
*classe alta;
*aparência física de moldes conservadores;

Indiferença e desconfiança são pouco. O curioso é que isto já tem entrada nos lares de muitas pessoas de classes mais baixas. Estaríamos formando um exército de Mussolini?

Artistas e pessoas não diretamente ligados ao mercado abrangente (metalúrgicas e afins) são como o vento. Vazios, vão e voltam. Muito desvalorizados. E o que dizer daqueles que não vendem a alma pelo dinheiro? Vagabundos é pouco.

Vi um caso debaixo de meu nariz. Os pais do menino falam sobre ele ser médico. Sim, ele tem seis anos. Uma das maiores conversas entre pai e filho é direcionada ao dinheiro, como se fosse um imã desta relação. Medicina para chegar ao dinheiro. E ajudar aos outros? Isso acabou faz tempo.

Apontam-te o dedo. Determinam quem tu és antes de ti próprio. Bem vindos à Serra Gaúcha.

Na bela Caxias do Sul!

Autor - Jean Fernandes

domingo, 28 de agosto de 2011





Este emaranhado de letras visa a expor, em palavras breves, uma crítica sobre o documentário do jovem carioca Sandro, sobrevivente do massacre da candelária, e morto, como hoje se encontram, muitos daqueles que ousaram nascer desafortunados na Terra de Vera Cruz. Tenho a certeza, de que nem se descendesse diretamente de Machado de Assis, ou do poeta Quintana, não seria capaz de discorrer com perfeição, em prosa ou poesia, a realidade caótica da sociedade com a qual nos deparamos ao pormos os pés na rua de casa.

A miséria, a fome, a exclusão social, a falta de educação e lazer, deram origem a uma sub-raça de homens-monstros, que impõe terror, dos barracos de madeirite, aos palácios de Platina [1]. Vê-se em todos os cantos e ouve-se em todos os meios de comunicação, notícias alarmantes, dados terroríficos, revelando estatísticas de uma criminalidade que se propaga de maneira estupidamente veloz. O Estado Leviatã, doutrinado por Hobbes, apresenta-se cada vez mais no sentido bíblico da palavra. Isso mesmo, no sentido de monstro!

A história de Sandro é apenas mais uma, de outros milhares que foram assassinados pelo sistema, e desovados em uma vala qualquer. A paz padece, as mortes passam a ocorrer com mais frequência, e o que percebemos, é uma constante exclusão, um legítimo Apartheid Social, que nutre o ódio e a cólera, daquele que não tem como alimentar o estômago. Desta sorte, essa cólera alimenta a violência, e a violência causa inúmeras mortes, e as mortes causam o medo, e o medo gera uma xenofobia social crônica.

A efígie de país alegre, difundida no exterior, é paradoxal. Percebe-se, lucidamente, ao darmos atenção às absurdezas cotidianas, que o brasileiro apenas aprendeu a rir de suas desgraças, acostumando-se com elas, e, desta sorte, fazendo pouco para que o infortúnio tenha um fim. Esse tipo de atitude faz com que nos postemos entre os países mais desiguais do mundo.

Entretanto, ressaltados todos esses pontos mortificantes, dessa pátria amada, sustentada e adorada no Hino Nacional, é de importância, na consciência deste que escreve, questionar-se sobre o sistema e seus mantenedores. É revoltoso ter ciência de que toda essa desgraça é gerada por mentes pútridas, pérfidas, egoístas, mas, sobretudo humanas, ah demasiado humanas.

O descaso de um filho da p*** afoga no barro toda a sua família, me põe num assalto, de Taurus sonhando...(a286– Misericórdia)

A corrupção política, o real descaso nas áreas da saúde, educação e cidadania, faz com que tenhamos no papel a Constituição mais bela do globo, contudo, nessa mesma lógica, a mais pérfida. O mesmo estado que na sua Lei Magna redige os Direitos Fundamentais do cidadão, é o primeiro a privar-lhe, quando a estes os recorre. Essa hipocrisia difundida pela burguesia, gera uma antipatia ao mais necessitado, ao desafortunado, ao morador da periferia, e dá origem aos homens-monstros supracitados, que degolam motoristas nas sinaleiras, seqüestram empresários, assaltam bancos e promovem uma hecatombe singular, fazendo com que o pânico transpasse por todas as esferas da sociedade, da classe alta, à classe pobre; a primeira, com medo de morrer, e a segunda, sabendo que se não matar, morre de fome.

O forno crematório espalha as cinzas como gripe, anuncia a queda das Babilônias, Tamboré, Alphaville. (faccção Central-Memórias póstumas do apocalipse).

Por fim, esclareçamos alguns pontos questionáveis. As citações podem ser de origem violenta, entretanto, elas são proles das partes mais ínfimas da sociedade, vez que o sonho utópico de Harvard, não floresce nos casebres de compensado, cerceados por esgotos ao ar livre, onde se proliferam pestes e todos os malefícios das drogas. Nesse ambiente, cresceu e morreu Sandro, apenas mais uma vítima do descaso da sociedade paradoxal brasileira, apenas mais um, que ousou nascer desafortunado na Terra de Vera Cruz.

Então te pergunto Brasil. Dos filhos deste solo, tu és mesmo mãe gentil?






Alex Caldas (Twitter: @Alex_Caldass)









Quer seu filho indo pra escola e não voltando morto, então meta a mão no cofre e ajude o nosso povo (Facção Central - Isso aqui é uma Guerra).

sábado, 27 de agosto de 2011

Seguimos na luta!!


Quem somos?

Poetas Sociais, é composto por três integrantes, Pippo Pezzini, fundador do projeto, blogueiro, estudante de psicologia, músico e professor na pró-música. Alex Caldas, estudante de direito, amante da filosofia e blogueiro e Jean Fernandes, estudante de psicologia, Blogueiro e amante da poesia.

Quais os objetivos?

Através das redes sociais, tentamos mobilizar o maior número de pessoas para se manifestar contra todos males da sociedade. Não apenas se detendo a revolucionários, somos defensores da arte, e acreditamos que ela pode mudar rotas de destino de muitas vidas, Além do blog, onde é postado semanalmente textos com temas aleatórios, poesias, contos. Do twitter onde diariamente é postado frases nossas, ou de poetas famosos. Temos um projeto que consiste em abranger todo público jovem, Nosso foco é criar debates, palestras, apresentações musicais, recital de poesias, dentro do ambiente escolar, para expor idéias, mudar preconceitos, criar questionamentos, adentrar com arte nas cabeças pensantes deste mundo jovem.

Também contamos com a banda Poetas Sociais, com Pippo Pezzini e Jean fernandes, que tocamos apenas letras que fazem referência a temas sociais, Cazuza, Legião Urbana, Titãs, Beatles, System of a Down, Detonautas, Gabriel o Pensador, entre outros.

O projeto é beneficente, e encaramos como uma ação social. E precisamos de apoio de divulgação, para que mais pessoas possam conhecer os Poetas Sociais, e possam nos contatar.

Contatos e links.

Twitter - @poetasSociais
Email - poetassociais@hotmail.com

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Dia após Dia

Dia após dia assistimos a violência tomar conta do nosso meio, o medo gera ansiedade que nos faz temer andar nas ruas, sair a noite. Dia após dia vemos famílias de classe alta com negligência afetiva, e problemas com drogas, com depressão. gerando por fim suicídio. Dia após dia assistimos o circo da corrupção, como faxina da Dilma, como a lei da ficha limpa que os parlamentares conseguiram não sancionar. Dia após dia somos vítimas do trabalho, do consumo, da mentira. Dessa mentira que a sociedade cria em prol de seus interesses econômicos e sociais. Dia após dia vivemos nessa falsa liberdade.

Acontece que usam a demagogia que mais parecem cantigas de ninar, para nos adormecer diante dessa banalidade. Comparecemos a conferência livre juventude e segurança pública, na câmara de vereadores, e assistimos vereadores, professores e padres nos contar tudo o que nós já sabemos, nos mostrar tudo o que já vemos diariamente nos jornais e na realidade, demagogos profissionais nos venderam a imagem de que estão preocupados com os direitos humanos.

Teve a participação do Chiquinho do grupo Poetas diVilas, com letras da real situação nas periferias, admiro o hip hop, por sempre questionar em suas canções o lado social em que vivenciaram nas favelas. Fugindo dos temas de dor de cotovelo, um movimento artístico que é pouco valorizado.

Continuamos na luta, onde houver um espaço para debater essas questões, estaremos lá. Com arte, e abertos a mudança de idéias, preconceitos.

Inauguro aqui, o projeto dos Poetas Sociais, que visa promover palestras, saraus, rodas, debates em escolas, faculdades, com ou sem ajuda da prefeitura, estaremos firmes no nosso objetivo. Conscientização sobre deveres e direitos de cidadão, inclusão da arte em suas vidas, incentivo ao estudo. Tudo para distanciar da violência, das drogas, da alienação, e formação da importância da solidariedade, fugir do individualismo.

Junto com os debates, a música, a poesia estará presente. Tocaremos músicas que remetam a questões sociais.

Pippo Pezzini

ABRAÇOSS - @POETASSOCIAIS

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Novos horizontes

Venho por meio deste, relatar a vocês, caros leitores, que o Poetas Sociais, ministrado por mim (Pippo Pezzini), receberá mais dois integrantes. Alex Caldas e Jean fernandes, os dois têm liberdade para postar textos aqui no blog e tuitar no @poetassociais, pois são adeptos da ideologia do Projeto. O dois são blogueiros, escritores, poetas e acima de tudo críticos sociais.

Sejam bem-vindos caros colegas e amigos, sigamos em frente, forte, guerreiros, mas sem perder a ternura.

Os textos serão assinados pelos autores.

siga
@alex_caldass @jeanfernandes34 @pippopezzini

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

as vezes penso que.

Cada acorde que ressoa do meu violão
contém frequências do meu amor.
Repare as pausas entre as notas,
e então descubrirá o ritmo de minha respiração
que oscila quando meu cérebro
envia sinais de sua imagem,
perco a razão.

Perco a noção de quando voltar a realidade,
habito um mundo distante da terra.
Quem sabe tudo que a gente conquistou
seja uma prova de quanto somos fortes juntos.
O que partir do desejo,
estará sempre acima da condição física
e todas as energias que emanam contra o sentido.
Por isso aguente firme,
e não dê ouvidos a quem nos quer mal,
apenas entenda que somos indivisíveis,
e juntos somos inteiramente tolos de amor.


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Nada mais que a realidade.

Sempre que passo por situações que me tocam, sinto uma necessidade de constar aqui, em forma de texto. Hoje estava voltando do mercado, quando um grupo de crianças me abordaram puxando assunto e me fazendo perguntas. Notei que todos eram muito novos para estarem sozinhos na rua, estavam com roupas sujas e rasgadas. Eu costumo avaliar com um sentido mais simbólico e social as expressões e as falas dos sujeitos, e percebi uma ânsia por curiosidades e brincadeiras nos olhos daqueles meninos, e ao mesmo tempo um olhar ímpar sobre a vida. Não sei eles, mas muitos vivem em situação de vulnerabilidade social, sem ter o que comer, independentes dos pais, e sem carinho e amor que uma criança de família merece ter.

Costumo me enunciar demasiadamente essa questão, pois não é justo uma parcela comer caviar e a outra comer comida do lixo. E ai vem aquele burguês que não sabe porra nenhuma da vida e nunca passou dificuldades, e diz que cada um tem as suas escolhas e consequentemente seus destinos. Quando existe mais de uma opção, todos têm o direito de escolha, mas acontece que esses filhos do Brasil estão pagando pelos erros dos pais. O pai Social: Brasil e os pais de Criação.


As vezes um sujeito não teve chance de estudar, porque teve que trabalhar para comprar pão para a família, outrora o cidadão começou a beber, entrou nas drogas, entrou para o crime. Criamos hipóteses extensas, que poderiam justificar a desistência do trabalho correto, da preservação da saúde. Somos adaptados a aceitar o que nosso ambiente proporciona, nas favelas, muitas vezes os pais, os primos, os amigos, fumam, vendem, drogas, entram para o crime. é uma realidade triste, e que não culpamos a quem não teve outra opção.

Quando os políticos deixarem de olhar apenas para si e olharem a enchente de pobreza com humanidade, talvez ele parem de roubar nossa grana e ajude a nós termos nossos direitos devidos pela constituição. Onde está a igualdade de valores?

terça-feira, 19 de julho de 2011

Globo além do entretenimento.






Acredito que todos nós fomos banhados na imagem da globo desde que nem entendíamos como aquele imagem se movimentava e mudava de uma hora para outra. Quando eu era apenas um jovem alienado o pouco de tv que assistia não era suficiente para me dar conta de quantas coisas eles tentam te vender em cada segundo de programação. Não é apenas propaganda de produtos e marcas, a globo vende e manipula conceitos e ideias.

Repare em qualquer programa. Exemplos como o sensacionalismo descarado do jornal nacional, justamente no horário nobre, entenda que não costumam passar muito sobre a crise do Brasil, as malandragens políticas favorecendo partidos que com certeza molham a mão da Globo, as novelas e as séries, que nada trazem de valor moral e cultural para nós, apenas apelam em corpos sarados, padrões estéticos, grifes, tendências de moda, e um humorzinho barato que nos faz desconsertar nossas razões por severos instantes. Interesses econômicos e políticos acometem-nos ficar mais burros, revoluções, protestos são característicos de países desenvolvidos culturalmente.

Pois aqui, criamos gado, que dando um pasto comum e seco, fica estagnado no mesmo lugar sem reclamar de nada. As coisas são sacanas mesmo, você deve estar pensando agora por quanto tempo foi enganado, ou pensando que eu sou mais um idiota que perco meu tempo criando teorias conspiratórias de um beatles a menos, e mensagens subliminares em desenhos infantis. Infelizmente não fui eu que inventei isso, até acho inteligente.

Amigos, Prestem atenção no que seu cérebro está processando, pois perdemos neurônios com toda essa ridícula exaltação de famosos, pense o que o comércio perderia sem eles, eles aceleram o consumismo muito mais que qualquer fast-food. Eu tenho calafrios de raiva a cada vez que folheio uma revista caras, o que tem de instrutivo? Fotos de atores, atrizes em tapetes vermelhos, ou em suas mansões? é um desejo reprimido meu e de todos?

Eu ODEIO a diretriz da propaganda, pois vincula tudo a uma única saída. Traz a ideia de que você será completo apenas quando tiver tal marca. tal casa, tal vestido, sair em tal revista, engravidar do neymar, e outras besteiras que meus ouvidos inocentes ouvem em fofocas de salão de beleza.

(obs: Seu cérebro trabalha mais dormindo do que assistindo tv. Comprovado)


NÃO PENSO
NÃO EXISTO
SÓ ASSISTO


domingo, 17 de julho de 2011

Inauguração do novo Blog.

Como dito no texto anterior estava pensando em mudar o rumo do blog, mudei o nome, fiz um perfil no twitter @PoetasSociais, e vou postar textos de outros autores também, mas sempre vai estar assinado por quem foi. Tenho planos de ampliar as visualizações do blog, para num futuro podermos concretizar algo em prática, no sentido de construir um projeto social onde possamos sair do discurso, das críticas e fazer acontecer, mas precisamos da ajuda dos grandes, ou de pessoas que estejam dispostas com o desejo de mudar o que está errado. Porque a sociedade faz de tudo para diferenciar um dos outros, e assim formando grupos isolados que agem indiferentes aos menos favorecidos?

Acontece que a mídia bate com o martelo em nossas cabeças todo santo dia por todos os meios de comunicação estimulando o consumismo, e as empresas de maior poder conseguem impressionar com seus comerciais persuasivos subliminares uma massa de carneirinhos que vão se aglomerando em consumidores de tal produto.

São inúmeras questões e debates que pretendemos lançar aqui no blog, e você pode participar no twitter ou comentando aqui!

abraços

domingo, 10 de julho de 2011

Entre a vida e a morte

Se hoje estou aqui escrevendo esse texto mesmo com a mão esquerda enfaixada, o joelho ralado e algumas dores nas costas, é porque meu Santo é forte! Obrigado Deus por ter me protegido, tenho uma filha e minha futura esposa que precisam muito de mim.

18:00 - Olho no relógio no braço esquerdo enquanto posso, e visualizo um compromisso que fora deixado para trás, precisava de cordas para o violão. Pensei em algumas hipóteses alternativas para não me deslocar até o shopping. e nada.
Eu não estava bem, minhas energias estavam carregadas, peguei minha moto para ter onde estacionar. atravessei a cidade em busca da minha peça chave para tocar a noite. malditas cordas.
Fui até o shopping san pellegrino e comprei as cordas que me custaram caro mais tarde, ao chegar na banca para pagar o ticket, tive uma breve discussão com um cálculo ridículo que a moça do caixa fez sobre a hora que eu tinha entrado, segundo ela 18:09 até 18:20, ultrapassava 15 minutos de tolerância. Como todo cliente chato que cobra seus direitos, reclamei até ela me dispensar, e então subi na moto e acelerei com pressa até a saída, nessas horas você não calcula o perigo, apenas pensa nos deveres e a ansiedade toma conta de sua consciência. passei o ticket no leitor, e acelerei reto a rua la salle, dando uma breve olhada a rua transversal, foi um milésimo de segundo, uma colisão me impede de atravessar a faixa, o carro bateu com o para-choque na lateral da moto. Foi tudo tão rápido, que não conseguiria descrever minuciosamente. lembro-me de um choque violento, bruto que me atirou longe batendo a cabeça no chão e deslizando sobre o asfalto.

Não acreditei na hora, me permiti imaginar que era um sonho, ou uma brincadeira, mas aquilo era muito real, a dor, o nervosismo, as pessoas ao redor, eu teria acordado na hora da batida, mas não acordei, fiquei consciente e apavorado com minha situação, tentei mover todos os músculos e membros para certificar o que fora afetado, fiquei calmo quando consegui mover-los. Dois bombeiros estavam passando pelo local, e me auxiliaram, não deixando me levantar, chamaram a SAMU. As pessoas ao seu redor te deixam muito nervoso, os comentários impertinentes que te preocupam mais, e todos ficam parados apenas olhando mais um azarado que foi vítima de um importuno acidente de trânsito.

Minha fala estava lenta assim como meu raciocínio, olhava ao céu, e lá imaginava o tudo o que viria depois, contar para minha família o que acontecera não seria fácil. Deixei tudo de lado, me concentrando apenas na minha saúde. Estava acostumado de ser as atenções no palco, mas desta vez era algo que ninguém gostaria de estar lá, era um palco frio, inseguro e arrepiante. Nenhum escritor pode descrever o que a pessoa sente quando está no chão imobilizada, largado aos ventos do destino, minha vontade era chorar, gritar, bater, dormir, todas elas no mesmo tempo, não tinha mais o que ser feito, você está entregue nas mãos de Deus e do socorro médico.

Nessas horas você consegue pensar mais do que qualquer outra coisa, eu apenas queria sair dali, e a ambulância não chegava, e hoje vejo que a cada minuto acontece um acidente em algum lugar, e no meu caso foi acidente, não foi imprudência, atentado ao pudor, não consumi nada alcóolico, apenas desatenção.

Agradeço os médicos, as enfermeiras, que me atenderam muito bem, apesar do hospital não tranquilizar minha namorada que não sabia o que havia acontecido comigo, o sistema hospitalar particular é podre, tenho acessos de fúria cada vez que falo com o pessoal que trabalha na recepção, eles seguem o protocolo e as burocracias do hospital como uma religião, e não adianta você discutir, pois ele te tratam com desprezo e sarcasmo, você trabalha 5 meses do ano para pagar impostos, e não tem direito a saúde pública digna, então você paga um plano que só serve para te garantir que você não vai ao postão, porque você continua pagando as consultas e a puta que o pariu e continua se estressando com um atendimento com descaso e falta de empatia.

Agradeço a Deus, a minha futura esposa, minha filha, meus pais, meu irmão, meus amigos próximos, por se preocuparem com meu estado.

E imploro a todos os motoristas, tenham mais atenção e não andem como se fosse o need for speed undergound, e não, vocês não estão no velozes e furiosos, e também não, vocês não são os caras quando dirigem bebados. Isso é a maior estupidez que se pode fazer, vidas estão em jogo, você pode salvar a sua vida, e a de outros que não tem nada a ver.

FELIZ ANIVERSÁRIO PARA MINHA FILHA LINDA! A FESTA FOI PERFEITA. 1 ANINHO!
VOU POSTAR FOTOS ESSA SEMANA.


terça-feira, 5 de julho de 2011

As redes sociais, uma outra visão.


Um tema em voga já faz algum tempo, esses dias estava analisando como a internet roubou a cena dentro da comunicação e está abrangendo a todos como uma tsunami avassaladora, talvez podemos comparar como a televisão foi tomando parte da casa, e hoje um item primordial, mas está perdendo telespectadores para o novo vilão: redes sociais.

O que são redes sociais? São estruturas sociais que permitem que as pessoas se utilizem de informações pessoais ou profissionais para criar relações e se conectar a todos os perfis que tenham um objeto ou valor comum de interesse.

Lembro como se fosse ontem, recebi um convite pelo e-mail para criar um perfil do orkut, naquele tempo podia se cadastrar apenas quem recebesse o convite de um indivíduo que já tinha orkut. E começou a febre em 2004 aqui no Brasil, e tomou proporções dantescas. A idéia de você poder compartilhar fotos, trocar mensagens, escrever depoimentos, ter um perfil virtual, foi perfeita para tapar o buraco existencial em que as pessoas estavam. Tímidos, caretas, orgulhosos, extrovertidos, introvertidos, bonitos, feios, isso era coisa do passado, agora você podia mascarar suas características defeituosas e expor uma nova abordagem. Quem nunca tentou fazer isso? consciente ou inconsciente você já tentou passar uma imagem que não correspondia a real.

O orkut teve sua fase, mas a fila anda, agora o orkut passou a ser um refúgio a quem ainda não está atualizado na moda das redes sociais, você sabe que a graça está onde todos se encontram, e muitos, digo muitos nem utilizam mais seus perfis. O twitter entrou de mansinho, e se adonou do espaço jovem e publicitário aqui no Brasil.

Agora a moda é seguir, sigo você, pode significar muitas coisas, isso não tem como descriptografar, apenas dizer que você simpatiza com a pessoa, e o twitter veio com a proposta de permitir expor aos seus seguidores tudo o que você se permite contar, o que você está fazendo? o que você vai fazer? O que está sentindo? enfim pode chorar, xingar, contar, eu diria que é a ferramenta mais íntima de todas, porque tem coisas que eu não preciso saber da sua vida, mas sendo seu seguidor eu fico sabendo. Por exemplo - ''estou com fome, acho que vou comer pastel....'' e eu com isso? fodaasse, mas com certeza vai ter alguém que se interessa no que você está fazendo... Particularmente, eu não tenho muito paciência para ficar tuitando, mas acho a ferramenta mais inteligente para se ganhar dinheiro. Sim! Porque você acha que todas as empresas grandes torceram o braço para ele? a maioria dos artistas? porque o twitter tem um poder enorme de divulgação, se você usar-lo como forma profissional e não contando o que você almoçou hoje.

E o facebook? bom, minha primeira impressão desta ferramenta foi brilhante, ainda mais depois que eu assisti ''rede social'', mas depois peguei nojo de certos tipos de pessoas e a sistemática utilizada, acabei excluindo meu perfil. Talvez o diferencial foi o layout, o design, a junção de um twitter com orkut, porque você pode postar algo para que todos seus amigos vejam, e forma de busca de amigos, ele mostra amigos dos seus amigos que talvez você conheça, no orkut isso não deu muito certo, mas no facebook, ficou muito bom.

Mas a análise que eu quero fazer é por traz dessas ferramentas. Não importa a rede social, as pessoas fazem de tudo para aparecer, e elas esperam algo em troca, um elogio, uma cantada, fuxicar a vida alheia é o novo entretenimento, e para isso você tem que estar preparado. Ponha uma foto de perfil bonita, se você é gordo, disfarce, se você faz academia, então ponha uma foto sem camisa, claro, todo mundo tem que ver e saber que você é malhado(a). Você tem duas opções, ou pague de fútil, playboy, maconheiro, camisa polo, e mostre que você não está nada preocupado com o mundo e ponha fotos do seu carro (obs: Não se esqueça do carro). Ou pague de intelectual, metido a filósofo, pseudo-intelectual... Esqueci de alguma coisa? ah sim, ganha pontos quem tira fotos com a nata da coluna social, meu sonho é aparecer nela, eu na feijoada do pulita.

Enfim, não sou hipócrita, confesso que já fui infectado por esse vírus, agora tenho uma visão por cima disso. aliás, acho que tinha drogas no meu jantar, porque não sei como perdi tanto tempo falando nisso.

Caros leitores fantasmas, peço desculpas pela minha ausência, prometo seguir um ritmo periódico de postagens, estou pensando em mudar a linha de pensamento do blog. Quem sabe parar de fazer críticas e xingar até a mãe, para rumar um caminho mais comercial, vocês me entendem... temos que ganhar dinheiro, já que eu não trabalho na random.

Abraços, MUITA PAZ!


quarta-feira, 20 de abril de 2011

A outra história americana. Resenha Crítica.



Me obriguei a discorrer sobre esse excelente filme, fiquei demasiado confuso quando terminei de ver, foi uma entrelace de sentimentos, não sabia se chorava ou se ficava feliz com a lição surpreendente. Sugiro que vocês assistam, não quero incorporar o Wilker, indicando filmes cults de diretores franceses, sou um apreciador de obras que passem um sentido, um significado que possa perpassar a diversão e as mulheres nuas durante as cenas. Tenho pavor de filmes que nos induzem a acreditar que a vida é uma grande festa, ou aqueles que geram lucros apenas por seus atores hollywoodianos. E infelizmente os bons filmes estão escondidos, e esse é um.






Começa relatando a vida de um jovem americano, Derek (Edward Norton), mentor de uma gangue extremista com ideologias racistas. Os famosos nazistas, fazem de tudo para mudar o mundo com seus paradigmas preconceituosos, no filme isto é bem presente, derek está cegamente alienado com essa história, depois da morte de seu pai, que implantou primeiramente a idéia de que negros e estrangeiros, atrasam o desenvolvimento do país. Pai de Derek foi morto num bairro de Negros, quando estava trabalhando como Bombeiro. E isto mexeu de uma forma muito radical com Derek, sua vida começou a girar em torno disso, estava completamente doente. No meio do gangue, ele se sentia poderoso, isso mantinha seu ego acima de qualquer razão, até o dia em que Derek mata dois negros que tentaram roubar seu carro, um de forma muito cruel. Então ele foi preso.






A convivência com seu colega de serviço, negro, o fez repensar todos seus preconceitos raciais, Derek amoleceu seu coração frio, que até então não tinha abertura para mudanças. Derek abriu os olhos quando percebeu que os nazi não se importavam com ninguém, e praticavam como hipócritas as teorias nazistas.






Depois de 3 anos na prisão, Derek sai, e vê seu irmão Danny seguindo o mesmo caminho que o dele, E tenta interceptar qualquer relação com os antigos companheiros de gangue.






Não vou contar o final.



O filme foi um balde da água a todos que aprovam violência, nosso querido estado combate o tráfego, a pobreza, a desigualdade com armas, com fogo. Nossos instintos nos fazem querer vingança por um ato de maldade, mas está tudo errado. Isso apenas vai se repetir, nunca vai acabar. Não tenho dívidas com ninguém. Pois tenho família, e minha vida vale mais que qualquer motivos de briga. Aqui se paga, aqui na terra mesmo, ação e reação, o que vai, volta. todo início tem um fim. E as vezes não é como a gente espera.



Todo fanatismo é doentio, é cego. liberte-se desse mal que controla sua mente.






COMO SEMPRE. MENTE LIVRE.



quinta-feira, 14 de abril de 2011

O que mais pode ser?

Uma Tarde como todas as outras, o relógio marcava 14:23 e o tédio invadia minha corrente sanguínea como um veneno mortal.

Pensei sair correndo, pegar minha moto e roncar rumo ao encontro de minha futura esposa e minha filha que ansiavam todos os dias pela minha chegada pontual a nossa residência que havíamos adquirido recentemente.

A tão sonhada casa foi concebida do digno suor do nosso trabalho, agora nossa filha Poderia brincar livremente, sem preocupações paranóicas da nossa parte. Sempre mantivemos como ideal, nunca colocar o trabalho a frente de um tempo com a Bella, poucas pessoas entendiam isso, já que fomos configurados a posicionar dinheiro a frente de tudo, as máquinas já estavam com inteligência artificial suficiente para cuidar dos nossos filhos, 24 horas era pouco para todos os compromissos e atribuições geradas pelas funções de merda que exercíamos. Respirávamos globalização do capitalismo, e junto com ele vinham todos os malefícios.

Mas minha família não iria passar por tudo aquilo no qual me detive a criticar, nossa filosofia de vida era peculiar, distinta. Três viagens marcadas em menos 4 meses era a prova viva disso, Caribe, EUA e um cruzeiro. Poderiam falar o que quiser, mas estávamos felizes.

15:30 - E a tarde parece infindável, e a chuva faz parecer tudo mais lento, minhas pálpebras pesam, e meus devaneios cada segundo mais próximos da fantasia. E você tão distante em corpo, me acalma saber que esteja em sintonia, mas mesmo assim. Você faz falta.

15:38 - Agora meu cérebro está reproduzindo Fotos daquele verão que passamos juntos na praia. Sem entender muito o que poderia acontecer amanhã, vivendo o presente, como sempre vivemos.
Naquele jantar no qual juramos ficar sempre juntos, me recordo de uma sensação indescritível, não ousaria transformar em palavras, apenas dizer que foi marcante demais. Ficou registrado a forma como sorriu, irradiando uma energia revigorante em meus sentidos, manteu o olhar em meus olhos, e desviou com timidez, descendo levemente o rosto.

15:48 - Realmente seu semblante esteve registrado em meus circuitos cerebrais diários.

15:58 - Vejo uma unica solução.
Ficar ao teu lado meu amor.


sexta-feira, 25 de março de 2011

Cultura do Capital


E eu fico aqui imaginando como seria a cidade que celebra a festa da uva tendo uma mudança de pensamento, ao ponto de pensar mais em se divertir, apreciar a cultura, seja ela música, literatura, exposições, teatro, lazer, no meio da semana, largar suas funções inúteis para auxílio ao próximo, e assim poder viajar, curtir a família, respirar outros ares. Mas o que me intriga é a minha incapacidade de fantasiar isso, seria como imaginar sua vó transando, ou a sandy cagando, ou sei lá, os políticos sendo honestos, essas utopias hipotéticas, que você com seu ensino médio incompleto sabe que pode ser possível, mas não consegue mentalizar.


Não tente mudar a linha de raciocínio deles, é tempo perdido, como discutir futebol e gostos musicais, é filosofia de boteco, acredite. O sujeito trabalha 16 horas por dia, e no final de semana vai para a ''balada'', mostrar sua camisa polo da armani que parcelou em 12 vezes, seu rostinho bundinha de bebê, e o bíceps que malhou 1 hora antes da festa para ficar inchadinho, apenas para estampar uma coisa que as mulheres sempre valorizaram. O status.


E onde se encontra a originalidade? A individualidade? A coragem de ser você mesmo?

Se perdeu quando o sujeito aprendeu errôneamente que para se dar bem, para ser bem visto, para agradar o pai, para comer mulher, é preciso se mascarar e entrar na fila de produção, pois é o que parece estar fazendo sucesso. Compreendo um pouco dessa lógica.

Aliás, uma boa tese de mestrado.


Está com raiva de mim? Pobres mentes alienadas. Apenas estou dissertando fatos.

Contra argumenta. Vamos usar a retórica. Ah, desculpa, você nem sabe o que é filosofia.


Tenho hoje, um objetivo. Me formar, para poder educar, ajudar crianças e jovens a construir seus próprios conceitos, e não se tornar como esses rapazes iludidos que vejo em cada metro quadrado, se tornar responsável pelos seus deveres como cidadão, poder desenvolver empatia pelo próximo, e acreditar que a sua pequena mudança pode resultar a felicidade ou a infelicidade de muitas pessoas. O homem que pensa que o mundo gira em torno apenas da família, está omisso a todos os problemas sociais que vemos nos jornais, somos co-responsáveis.


A EDUCAÇÃO É A BASE DE TUDO, E O GOVERNO NÃO TEM INTERESSE QUE VOCÊ ESTUDE.


Porquê?


Porque inteligência gera rebeldia, gera questionamentos.

Qualidades que nossos adolescentes não estão conhecendo.


MENTE LIVRE!!


FIQUEM EM PAZ.